Inside the Volcano – Islândia

A Islândia pode te proporcionar experiências diferentes de qualquer outro país no mundo. Entre elas a de conhecer um vulcão por dentro, não estamos falando apenas de passear por cima ou ao redor de sua cratera, mas sim de entrar em vulcão literalmente. O local fica a sudeste de Reykjavík (capital da Islândia) e você chega até a cabine de encontro dirigindo por cerca de 30 minutos da capital. Hoje te contaremos um pouco sobre isso.

O vulcão onde é possível entrar é o Thrihnukagigur, nome bem difícil de pronunciar, mas seu guia local poderá te ajudar a chegar à uma pronuncia próxima da correta. É até um momento divertido do tour, em que todo mundo está tentando falar o nome do vulcão. A tradução é Cratera dos 3 picos, uma das quais você descerá.  Esse gigante dormente teve sua última erupção há mais de 4000 anos. E fique tranquilo que apesar de a Islândia ter muitos vulcões ativos, esse não tem nenhum sinal de atividade recente ou futura. Numa raridade para os vulcanólogos, a cratera do Thrihnukagigur em formato de funil ficou praticamente intacta, muito provavelmente pelo rápido escoamento do magma por um local mais baixo que a boca do vulcão, o que não é o habitual, já que pela força das explosões.

Agende seu tour no site oficial do Inside The Volcano, não existe possibilidade de você entrar no vulcão sozinho, sem um guia. Lembrando que só é possível realizar esta visita entre os meses de maio a outubro, meses mais quentes lá no país de gelo. É sempre bom agendar com antecedência, os horários pela manhã geralmente esgotam antes. Durante períodos de maior  procura onde as vagas acabam rapidamente, fique atento pois horários complementares aparecem. O passeio guiado está longe de ser barato, custa 44.000 coroas islandesas, em torno de 1.400 reais, para um passeio que leva no total umas 5 horas. O custo é alto pois as vagas são um tanto quanto limitadas, e a experiência é única, então você acaba pagando o preço por  querer fazer algo tão diferente.

No valor estão inclusos ida e volta do seu hotel (sem o transfer não fica mais barato, nós fomos de carro e não teve desconto), o tour guiado, aluguel dos equipamentos de segurança, além de sopa e bebidas quentes ao final do percurso.

Nossa Guia em plena chuva

Quando fomos era pleno verão na Islândia e a temperatura média em Reykjavík era de 10 graus, no nosso dia planejado para fazer o tourtínhamos certeza que não seria possível, pois chovia muito e o vento parecia que ia nos carregar. Fomos até a sede onde o passeio começa, mais para ver como devolveriam nosso dinheiro, já que o nosso itinerário na Islândia era apertado e não teríamos outro dia para reagendar. Chegando lá fomos surpreendidos, pediram apenas para que   esperássemos os demais turistas chegarem e logo a caminhada até o vulcão começaria, já que, como nos disseram, dentro do vulcão não chovia. Após alguns minutos os demais chegaram e formamos um grupo de 10 pessoas. A nossa guia chamava Maria e começou a nos dar instruções do que veríamos e nos contar um pouco da história da formação dos vulcões por ali. Nos forneceram grandes capas de chuva que nos cobriam até o pé, mas por mais que fomos com roupas adequadas e impermeáveis foi impossível não ficar inteiramente molhado caminhando pela trilha. 

O Hiking

hiking é considerado moderado, leva em torno de 40-50 minutos para percorrer uma distância de 3km até a base que fica no pé do Thrihnukagigur. Você estará andando no meio dos campos de lava, e se sentirá caminhando na lua. Durante o trajeto atravessará da América para a Europa, já que ali também fica o encontro entre as duas placas tectônicas, além de avistar várias belas paisagens até chegar no acampamento base. Chegando lá, tiramos as capas de chuva e colocamos os equipamentos de segurança para entrar no vulcão. Essa última parte para chegar no topo, tem uma elevação de 100 metros e a ajuda que você tem para subir são: uma corda de ferro para se segurar e uma espécie de degraus que nada mais são que pequenas tiras de ferro presas ao chão. Se o tempo estivesse bom teria sido fácil, mas com o vento tentando nos arremessar vulcão abaixo e a chuva não deixando você enxergar direito, foi uma aventura e tanto!

O Elevador

Chegando ao topo, se você tiver sorte com o tempo vai ter uma vista espetacular de Reykjavík, e lá estará te esperando um elevador com capacidade para 6-7 pessoas além do ascensorista. A descida pelo elevador leva 6 minutos para percorrer 120 metros.

120 metros abaixo

Chegando até a base dentro do vulcão é que você se dá conta da imensidão do lugar. Ele chega a 200 metros de profundidade mas que são inacessíveis para turistas. A temperatura lá dentro fica em torno de 4 graus independente de quanto estiver fora, sem a chuva e vento esses 4 graus foram bem confortantes. Com a cratera iluminada com alguns refletores você observa nas paredes brilhantes, cores deslumbrantes formadas por bactérias que colonizaram o local. Realmente uma experiência única! Você poderá ficar por lá uns 35 minutos, andando pelos locais predeterminados e aproveitando a experiência. Depois de tirar suas fotos, guarde uns minutos para apreciar a beleza do local em silêncio e ouvir as gotas de água caindo naquela imensidão. Nossa guia Maria nos mostrou toda a acústica da caverna cantando uma música islandesa.

A Acústica

Para voltar, mais 6 minutos elevador acima, e tome mais chuva para chegar ao acampamento base, ali com certeza foi a parte mais difícil, pois do alto o vento soprava forte desequilibrando todos na descida. Chegando até a cabana, é servido uma sopa típica dos islandeses. No nosso caso, já que estávamos ensopados pela chuva, essa parada foi estratégica para nos secarmos, tomar um pouco de sopa e nos aquecermos para enfrentar a volta.

Dentre todas as surpresas e belezas (muitas ainda vamos te contar) que a Islândia pode te oferecer essa foi uma das melhores experiências que tivemos nesse país. 

Descendo

Extras:

  • Use roupas impermeáveis e uma boa bota para hiking, na Islândia pode chover a qualquer momento.
  •  Se você quiser e tiver dinheiro para tal, o hiking pode ser substituído por um passeio de helicóptero até o pé do vulcão.
Paredes brilhantes

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